Um membro de determinado grupo, ao qual prestava serviços regularmente, sem nenhum aviso, deixou de participar de suas atividades.
Após algumas semanas, o líder grupo decidiu visitá-lo. Era uma noite muito fria. O lider encontrou o homem em casa sozinho, sentado diante de uma lareira, onde ardia um fogo brilhante e acolhedor.
Adivinhando a razão da visita, o homem deu as boas vindas ao líder, conduziu-o a uma grande cadeira perto da lareira e ficou quieto, esperando.
O líder acomodou-se confortavelmente no local indicado, mas não disse nada. No silêncio sério que se formara, apenas contemplava a dança das chamas em torno das achas de lenha, que ardiam.
Ao cabo de alguns minutos, o líder examinou as brasas que se formaram. Cuidadosamente, selecionou uma delas, a mais incandescente de todas, empurrando-a para o lado. Voltou, então, a sentar-se, permanecendo
silencioso e imóvel.
O anfitrião prestava atenção a tudo, fascinado e quieto. Aos poucos, a chama da brasa solitária diminuía, até que houve um brilho momentâneo e seu fogo se apagou de vez.
Em pouco tempo, o que antes era uma festa de calor e luz agora não passava de um negro, frio e morto pedaço de carvão recoberto de uma espessa camada de fuligem acinzentada. Nenhuma palavra tinha sido dita desde o protocolar cumprimento inicial entre os dois amigos. O lider, antes de se preparar para sair, manipulou novamente o carvão frio e inútil, colocando-o de volta no meio do fogo.
Quase que imediatamente ele tornou a incandescer, alimentado pela luz e calor dos carvões ardentes em torno dele. Quando o lider alcançou a porta para partir, seu anfitrião disse:
- Obrigado. Por sua visita e pelo belíssimo sermão. Estou voltando ao convívio do grupo.
autor desconhecido
…….

Maio 18, 2008 at 4:10 pm
Amigos,
fazendo uma associação à parábola eu estava imaginando quantas vezes eu me tornei um ‘carvão apagado’ e quantas vezes eu devo ter sido empurrado para em meio ao fogo.
Penso que nas vezes em que me comprometi com a Espiritualidade em estar diponível e em equilíbrio para ajudas extrafísicas e não cuidei do meu equilíbrio, me tornei um carvão apagado e coberto de cinzas, sem fazer luz nem calor, somente fuligem.
E você já se imaginou em situações de carvão?
Julho 11, 2008 at 1:23 pm
Sobre a fonte, ela não é tão desconhecida:)
(RANGEL, Alexandre. As mais belas parábolas de todos os tempos – Vol. II. Belo Hotizonte: Leitura, 2004)
Julho 16, 2008 at 4:32 pm
Recebi a estorinha via e-mail e agora tive curiosidade de procurar no Google e achei várias da mesma como autor desconhecido e comparando uma delas, vi que o autor que vc apontou fez algumas modificações no texto.
O original é dele então?
Pelo que entendi ele não escreveu todas as parábolas… estão no conhecimento popular… Vc que leu o livro, por favor informe, ele mencionou os autores?
abraço
waldir