Um homem estava interessado em aprender meditação. Foi até um zendo (local de prática meditativa zen) e bateu na porta. Um velho professor o atendeu:
“Sim?”
“Bom dia meu senhor,” começou o homem.” Eu gostaria de aprender a fazer meditação. Como eu sei que isso é difícil e muito técnico, eu procurei estudar ao máximo, lendo livros e opiniões sobre o que é meditação, suas posturas, etc… Estou aqui porque o senhor é considerado um grande professor de meditação. Gostaria que o senhor me ensinasse.”
O velho ficou olhando o homem enquanto este falava. Quando terminou, o professor disse:
“Quer aprender meditação?”
“Claro! Quero muito?” exclamou o outro.
“Estudou muito sobre meditação?”, disse um tanto irônico.
“Fiz o máximo que pude…” afirmou o homem.
“Certo,” replicou o velho. “Então vá para casa e faça exatamente isso: NÃO PENSE EM MACACOS.”
O homem ficou pasmo. Nunca tinha lido nada sobre isso nos livros de meditação. Ainda meio incerto, perguntou:
“Não pensar em macacos? É só isso?”
“É só isso.”
“Bem isso é simples de fazer” pensou o homem, e concordou. O professor então apenas completou:
“Ótimo. Volte amanhã,” e bateu a porta.
Duas horas depois, o professor ouviu alguém batendo freneticamente a porta do zendo. Ele abriu-a, e lá estava de novo o mesmo homem.
“Por favor me ajude!” exclamou aflito “Desde que o senhor pediu para que eu não pensasse em macacos, não consegui mais deixar de me preocupar em NÃO PENSAR NELES!!!! Vejo macacos em todos os cantos!!!!”

Agosto 10, 2008 at 5:56 pm
Tangenciando o assunto pelo lado do macaco:
Há um milhão e meio de anos antes de Cristo, um bando de macacos que viviam nas montanhas de Madagascar tiveram seu primeiro contato com as matas da planície.
Tão logo chegaram foram trepando na primeira árvore que viram. Tais movimentos não poderiam acabar bem. Um dos galhos enfraquecidos quebrou e levou com ele seis macacos entre eles o macaco alfa chefe do bando.
Com a queda os macacos sofreram luxações, fratura exposta e até traumatismo craniano, este último ficou internado 45 dias na UTI para símios.
Preocupado com a preservação da espécie o segundo macho alfa na sucessão decretou: “CADA MACACO NO SEU GALHO”.
A partir daí, quando o espaço se torna pequeno, ou temos o nosso espaço invadido, ou ainda alguém que não tem experiência e quer meter o bedelho em algo que dominamos <:o) usamos o mesmo termo.
Mas como há dissidência em tudo…
um grupo político do bando começou a discutir que o galho da árvore teria suportado os companheiros empoleirados e que dois dos macacos que caíram vieram de outro galho e que este se rompeu em virtude de um dos macacos ser gordinho como dois outros dos quatro que caíram.
Depois de muita discussão e uma CPI investigativa no congresso macacal ficou definido que QUEM QUEBRA GALHO É MACACO GORDO. E os pobres causadores do acidente ficaram proibidos de subir em ávores até emagrecerem.
waldir