Passam as vidas, passam as eras. No entanto, uma coisa é certa: Sem a
ajuda secreta dos mestres a humanidade já teria sucumbido.
Eles operam em silêncio e com constância. Não pertencem a nenhum
grupo específico. Mas, sempre dão força aos trabalhadores justos,
Estejam onde estiverem.
O seu lema é o progresso da humanidade. O seu amor é incondicional. A
sua luz é para todos. O seu labor é anônimo.
Eles ensinam no silêncio. Suas vibrações são muito sutis E não são
detectadas pelos sentidos densos. Porém, transformam consciências
secretamente.
Eles cantam e oram pelos homens. Nada condenam, nunca doutrinam, só
amam. Não moram em rincões secretos do mundo. Moram nas dobras
secretas da alma.
Eles têm um sonho e trabalham por ele. Eles são os esteios do
progresso. Sustentam invisivelmente as atividades espirituais. Eles
querem ver o despertar das consciências.
Eles são os amigos da humanidade. São serenos e seus olhos são pura
doçura. Não ligam para nomes ou títulos. Amparam qualquer atividade
benéfica.
Enquanto a humanidade dorme, eles velam. Na noite escura da
semiconsciência humana, Os mestres são os archotes acesos em nome do
amor. Eles iluminam e esperam o despertar… e oram.
O mundo moderno é veloz e vazio. Os seus valores são superficiais e
temporários. As luzes de néon hipnotizam e rendem culto ao vazio.
Porém, os mestres insistem no amor e na espiritualidade.
Eles operam além dos modismos transitórios. Sua luz nunca hipnotiza,
pois é a luz da alma. Eles estendem as mãos por entre os planos E
tocam espiritualmente a quem precisa.
Eles nunca dizem o que fazer, só inspiram. Sábio é quem não pergunta
e só sente. Pois quando o coração fala ao coração, Não há mais nada a
dizer.
PS: Os caminhos da verdade são muitos e são muitos os peregrinos.
Porém, O CAMINHO além dos caminhos está cheio de Amor e quem passa
por ele só pensa em servir ao AMOR QUE AMA SEM NOME. Esse é o caminho
do coração. Quem anda por ele, sabe.
(Essas linhas são dedicadas aos sábios que compilaram os Upanishads e
que continuam inspirando secretamente aqueles que perseveram no
dharma* da espiritualidade entre os homens)
Paz e Luz
Wagner Borges
São Paulo, 03 de junho de 2002
