“A sabedoria de um ser humano não está no quanto ele sabe, mas no quanto ele tem consciência de que não sabe”.

Com esta frase retirada do livro O Futuro da Humanidade, de Augusto Cury, é que eu começo minhas reflexões a respeito de algo polêmico na Psicologia, a existência de Deus.

Falar, na sala de aula, em Deus, espíritos, energia, outras vidas, reencarnação e tudo o mais que a ciência não pode comprovar, é o mesmo que caminhar em terreno minado. Afinal, a Psicologia é uma ciência e não poderia admitir esses “termos” em seu vocabulário.

Então, eu fico me perguntando: Se a palavra “psique” pode ser traduzida como alma, como negar as perguntas De onde viemos?, Para onde vamos?. Se eu não vejo, significa que não existe pois eu não posso explicar? Bom, eu não vejo o ar que eu respiro, no entanto, ele está por toda parte e sem ele não poderia viver…

Os cientistas dirão que não há nada que prove a existência de Deus, mas então há algo que prove que ele não exista?

A morte é mesmo o fim da vida, e após isso apenas nos resta o céu e o inferno? Se for mesmo assim, e foi Deus que inventou isso, prefiro mesmo não acreditar que ele exista…

Deus não é algo para ver e crer, mas simplesmente sentir, saber… Como sinto o ar, o vento a chuva…

Mas o que isto tem a ver com a Psicologia? Para mim, a Psicologia deveria ter Deus como aliado e não como inimigo.

O problema é que as pessoas logo acham que estamos falando de religião e misturando os contextos. Mas Deus não tem nada a ver com religiões, ele está muito mais próximo da alma humana, de nossos anseios, emoções, sensações, do que de templos, estátuas ou livros.

Não preciso ser espírita, católica, evangélica para acreditar em Deus e não é pelo fato de ser psicóloga, médica, enfermeira, jornalista ou professora que não posso crer que Ele exista… Sou um ser humano, ou melhor, sou um espírito no meio de uma infinidade de experiências e oportunidades. Cada ser é um, e não adianta apenas desenvolver uma técnica ou aprender milhões de teorias, pois cada indivíduo busca algo diferente, e apesar da imensa importância que todas as técnicas e teorias têm, elas não representarão nada se não acrescentarmos a elas a nossa essência, se não as utilizarmos com nosso amor e vontade de auxiliar o outro.

Nós também somos Deuses, pois também criamos nossa história, nossas escolhas são feitas por nós mesmos… Podemos crer que estamos amparados em algo maior, que está em tudo e todos, inclusive dentro de nós, ou podemos viver vazios em nosso universo onde a ciência é nosso “Deus”, mas ainda não consegue resolver as grandes questões como violência, guerras e doenças, e nem mesmo responder àquelas perguntas que mais nos intrigam…

Costumam dizer que há 2 tipos de Deus: um que criou os homens e o outro que os homens criaram. Em qual eu acredito? Não importa. O que importa é como eu vivo e o que eu faço com o que acredito; se for algo bom para mim e para o outro então está tudo bem, Deus estará ali.

E você em que acredita? (Ou seria em quem?)

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