Eita conjugação difícil tanto no profissional como no pessoal, como diria o Faustão.

 

Além da falta de entendimento sobre si mesmo e principalmente com os outros é que posso inferir que Jesus respondeu a Pedro meio indignado com o perdoar mais que sete vezes: “Eu te digo não sete vezes, mas setenta vezes sete”. Jesus sabia que só repetindo esse exercício é que chegaríamos à conjugação plena do verbo PERDOAR, ou seria do verbo AMAR?

 

Pode-se imaginar a vibração luminosa que envolve esta ação que não se exprime da boca para fora, mas necessita de algo mais, de um vetor, o SENTIR, para que se opere tal vibração luminosa.

O ‘deixar passar’, é uma liberação que acalma, cura, reata e cria uma nova situação saudável.

 

A situação que antecede o perdão é dolorida, é enfermiça e que pode-se transmutar fisicamente em doença enquanto se espera pela equivocada “doce vingança”. Dizem por aí que é como tomar veneno esperando que o desafeto morra.

 

Você está se mexendo na cadeira, está incomodado com o assunto? É assim mesmo, pois tocamos até agora numa partezinha do problema que tem como guardião o sensível e majestoso EGO.

 

“Esse ‘indivíduo’ EGO, é o que atropela e ou tropeça no verbo AMAR e o conjuga minimamente o trocar, quero dizer ‘amar’ <:o) e é o mesmo indivíduo propenso a exercitar o ‘olho por olho, dente por dente’… já parte de uma premissa que somos inocentes, somos vítimas e temos direito à justiça, ou melhor, ‘justiçar’…

 

Ah justiça! Oh justiça!… Acreditamos nela somente quando ela fere aqueles que nos feriram, ‘puxa o tapete’ daqueles que nos iludiram, ‘arrebenta’ com aqueles que nos machucaram e nos trouxeram prejuízos acumulando sofrimentos sobre nós… só assim nosso Ego se conforta <:o)

 

Quero vingança, custe o que custar!

Já imaginou quantos já aumentaram seus sofrimentos apenas para revidar algum malefício (vergonha, humilhação, escárnio) que lhes foi impingido?

E após um caminhão de sofrimento e de angustia, o ódio e a vingança satisfeitos descobre-se que após esta vendeta o que se consegue é mais desamor e a solidão.

Qual a satisfação em causar o sofrimento ao desafeto se a sua dor ainda está pulsando? Qual a vantagem em revidar e ainda ficar com a dor candente da magoa?

 

Somos orgulhosos pra valer, esquecemos das coisas boas e o ódio facilmente nos domina… ignoramos o ato de perdoar e exercitar a compaixão. Isto forma o nosso mecanismo de autodefesa (deformado ou equivocado) que nos impede de conceder ou ser espontâneo em perdoar.

 

Achamos que fugindo da situação, sem dar chance de reparo, iremos magoar nosso desafeto e que esse afastamento irá nos curar. A infantil esperança de ferir, de envergonhar, de acusar e condenar o outro será um refrigério para nossa alma.

 

Nem nos apercebemos que ao recusarmos perdoar carregamos o inútil peso do ódio, da vingança e da dor. É mais fácil culparmos, condenarmos, amaldiçoarmos do que enfrentar e administrar a situação positivamente.

 

Só conseguiremos uma mudança e começaremos a perdoar quando encararmos os que nos prejudicaram como encaramos a nós mesmos, que não são nem piores e nem melhores do que nós. Lembra da exortação ‘Ama o próximo como a si mesmo’.

 

Pare e pense… Há quem não se perdoe por uma falha cometida, invariavelmente contra o próprio ORGULHO.

Exercite o perdão consigo mesmo e estenda o perdão também ao próximo… pare de arrastar aquele momento infeliz que pertenceu à uma conjuntura no ontem e que não se reproduzirá mais daquela forma. Experimente! Faça um exercício de empatia, se ponha no lugar do outro naquele momento, com o conhecimento que ele possuía… como você teria agido?

 

Não há momento mais gratificante do que perdoar e ser perdoado… É o momento em que destruímos ilusões de perfeição dos outros e as nossas… nos aceitamos falíveis, imperfeitos e em evolução igualzinho aos demais seres humanos… todos aprendizes indisciplinados na Escola da Vida.

 

Quem perdoa se liberta do passado no ato de perdoar. Pense primeiro em você, o primeiro beneficiado, tente…

 

Não me lembro onde ouvi ou li: “Perdoai as nossas ofensas como perdoamos a quem nos tem ofendido” <:o)

 

Esta é fácil: Comece me perdoando se este texto o importunou sobremaneira.

 

waldir

 

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