A princípio, o título pode parecer um verdadeiro “samba do criolo doido” mas, creiam-me, tem tudo a ver.

Escrevo este post quando a Polícia de São Paulo está explicando a morte da Isabella como sendo um acesso de fúria que acabou pior do que seria de se esperar.

Enquanto isso, no Rio, Ronaldo continua calado sobre o episódio onde ele se envolveu com travestis e consumo de drogas.

Antes de mais nada, que fique claro que não há aqui qualquer espécie de julgamento, mesmo porque no meu ponto de vista, todos esses episódios só possuem vítimas (ainda que de si mesmos, mas ainda assim, vítima).

Pois bem, os dois casos mostram pessoas reagindo segundo nossos instintos: num a fúria, no outro, ao sexual. Quando nós reagimos (e não apenas agimos) nós acabamos sendo levados ao sabor dos acontecimentos… deixamos de dirigir nossa vida e assumimos o banco do carona, do passageiro. Nós delegamos o volante de nosso veículo ao animal que ainda trazemos dentro de nós.

Somos todos animais a caminho da angelitude e o que nos distancia de um lado e nos aproxima do outro são os valores que recebemos ou que desenvolvemos durante nossa caminhada em nossas várias encarnações.

Quanto mais adquirimos esses valores, menos reagimos e mais agimos, ou seja, mais teremos controle sobre nossas ações, o que nos leva à invevitável reflexão: quantas vezes cada um de nós não acaba viajando no banco de passageiros de nossa própria vida?

Voltarei ao assunto

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