Amigos,

Quando o blog foi concebido, uma das vias era a da reflexão. É o que vou tentar fazer, tocado como estou nesse momento por um fato.

A outra lista esteve em ponto baixo durante algum tempo e eu fui um dos que tentaram a superação, o que, aparentemente, está ocorrendo. Vejo como fator importante a aglutinação dos participantes. Morei no RS e há um dito regional de que dois gaúchos reunidos fazem uma revolução. Pois bem, se as listas fossem desse estilo, então teríamos listas com participações muito ativas. Era o caso da lista em foco. Pena que, junto com a intensa participação, a revolução também veio à lista; ou melhor, seria pena mesmo? Jesus não disse que era necessário que viessem os escândalos?

Os “gaúchos” retornaram à lista. Bom para a lista. Porém, no primeiro “pega” após o retorno, já houve uma dissenção, daí a minha reflexão, até porque eu, mesmo que indiretamente, tenho alguma coisa a ver com isso. É aquela coisa de alguém sair “batendo” em alguém porque este alguém pensa de forma diferente. Aliás, em minha avaliação, que já falei aos amigos, foi por esse mesmo motivo que a lista chegou à quase derrocada.

Agora parece que começa tudo de novo. Então me pergunto, quando vamos conseguir conviver com opiniões divergentes? Por outro lado, como poderemos aprender, assimilar uma forma alternativa de pensar sobre um determinado assunto, se todos concordam entre si com tudo?

Qual o viés que vai nos levar a somar conhecimentos, fazer amizades e satisfazer nosso anseio de saber de uma forma sadia? Respeitar e sermos respeitados? Aprender com o outro e passar algo de nós?

Se eu falar que é através do Evangelho em prática, ou outra doutrina do patrimônio humano, e se existir alguém que pensa diferente, como poderei dialogar com esse alguém respeitando os seus pontos de vista e os seus valores, respeitando os meus e assimilando algo disso tudo, sem rupturas. Pois é exatamente isso que está ocorrendo: a ruptura por não sabermos conviver com opiniões divergentes.

A opção de ficar quieto ou concordar com tudo, deixa a causa falseada. É trocar o crescer discutindo, pelo distorcer calando, face à distorção; ou, o que é pior, concordando com ela.

Já o colocar o ponto de vista, aparentemente contrário, pode desencadear reações intempestivas que atingem o todo, com prejuízos gerais. Ora, se o prejuízo é só meu, que eu o suporte. Mas quando atinge a muitos, e principalmente o espiritismo de forma injusta, como posso aquietar, mesmo tendo na outra ponta da linha, espíritas?

Anderson

 

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