Conta -se que, numa aldeia distante, ao sul de Varsóvia um de seus habitantes mais pobres, Aaron, recebeu um bilhete de trem, para visitar um primo muito rico.

 

Ele chegou à ferroviária, segurando o bilhete. Como nunca tinha viajado de trem, Aaron não sabia como agir.

 

Ele percebeu que havia um grupo de pessoas bem vestidas e imaginou que não deveria se sentar com elas.

 

No fundo da estação, ele viu um grupo de malandros maltrapilhos. Ele se juntou a eles, imaginando que aquele era o seu lugar.

 

Os passageiros da primeira classe embarcaram, mas os maltrapilhos ficaram aguardando. De repente, ouviu-se um apito e o trem começou a se movimentar. Os malandros pularam para dentro do vagão de bagagens, e Aaron entrou com eles, ficando encolhido em um canto escuro do vagão, segurando a sua passagem com medo.

 

Ele agüentou firme, imaginando que aquele era o seu lugar. Até que a porta do vagão se abriu e entrou o maquinista acompanhado de dois policiais. Eles reviraram as bagagens

até que encontraram Aaron e seus amigos no fundo do vagão.

 

O maquinista, então, perguntou:

 

— Posso ver os bilhetes?

 

Aaron prontamente se levantou e apresentou o seu bilhete.

 

O maquinista analisou a passagem e começou a gritar:

 

— Meu rapaz, você tem uma passagem de primeira classe. O que você está fazendo aqui no vagão de carga?

 

E o maquinista concluiu:

 

— Quando se tem um bilhete de primeira classe, o individuo deve comportar-se como um passageiro de primeira classe.

 

Desse episódio, podemos concluir quão importante é se conhecer e, portanto, buscar caminhos para o nosso autoconhecimento, para que, assim, possamos estar ocupando, na vida, lugares que dizem respeito a nós mesmos.

 

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