agosto 2008


Passam as vidas, passam as eras. No entanto, uma coisa é certa: Sem a
ajuda secreta dos mestres a humanidade já teria sucumbido.

Eles operam em silêncio e com constância. Não pertencem a nenhum
grupo específico. Mas, sempre dão força aos trabalhadores justos,
Estejam onde estiverem.

O seu lema é o progresso da humanidade. O seu amor é incondicional. A
sua luz é para todos. O seu labor é anônimo.

Eles ensinam no silêncio. Suas vibrações são muito sutis E não são
detectadas pelos sentidos densos. Porém, transformam consciências
secretamente.

Eles cantam e oram pelos homens. Nada condenam, nunca doutrinam, só
amam. Não moram em rincões secretos do mundo. Moram nas dobras
secretas da alma.

Eles têm um sonho e trabalham por ele. Eles são os esteios do
progresso. Sustentam invisivelmente as atividades espirituais. Eles
querem ver o despertar das consciências.

Eles são os amigos da humanidade. São serenos e seus olhos são pura
doçura. Não ligam para nomes ou títulos. Amparam qualquer atividade
benéfica.

Enquanto a humanidade dorme, eles velam. Na noite escura da
semiconsciência humana, Os mestres são os archotes acesos em nome do
amor. Eles iluminam e esperam o despertar… e oram.

O mundo moderno é veloz e vazio. Os seus valores são superficiais e
temporários. As luzes de néon hipnotizam e rendem culto ao vazio.

Porém, os mestres insistem no amor e na espiritualidade.
Eles operam além dos modismos transitórios. Sua luz nunca hipnotiza,
pois é a luz da alma. Eles estendem as mãos por entre os planos E
tocam espiritualmente a quem precisa.

Eles nunca dizem o que fazer, só inspiram. Sábio é quem não pergunta
e só sente. Pois quando o coração fala ao coração, Não há mais nada a
dizer.

PS: Os caminhos da verdade são muitos e são muitos os peregrinos.

Porém, O CAMINHO além dos caminhos está cheio de Amor e quem passa
por ele só pensa em servir ao AMOR QUE AMA SEM NOME. Esse é o caminho
do coração. Quem anda por ele, sabe.

(Essas linhas são dedicadas aos sábios que compilaram os Upanishads e
que continuam inspirando secretamente aqueles que perseveram no
dharma* da espiritualidade entre os homens)

Paz e Luz
Wagner Borges
São Paulo, 03 de junho de 2002

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Num antigo mosteiro chinês, no alto de uma montanha no Nepal, era o centro de uma paz absoluta, e monges de toda a China procuravam aquele monastério tão tradicional e reservado.

 

Todos os dias sempre às quatro e meia da manhã, o mosteiro se reunia em silêncio para a primeira meditação matinal, este momento era sagrado para os monges, e o silêncio da madrugada deveria sempre ser respeitado, mas em uma manhã de verão esse silêncio sagrado foi quebrado por um gato, o animal procurando comida e abrigo resolveu morar na cozinha do templo, e neste dia ele começou sua busca por comida caçando os ratos que também se instalaram por ali, o bichano iniciou uma balburdia insuportável, derrubando panelas, vasilhas, miando e correndo atrás dos ratos da cozinha, isto não seria problema para os monges se o gato não tivesse escolhido justamente o horário da madrugada para realizar suas caçadas, atrapalhando a concentração dos momentos de meditação.


Sob a ótica de conduta dos monges, eles deveriam ser piedosos com o animal, e nunca enxotariam o gato do mosteiro ou lhe fariam algum mal, durante alguns dias eles tentaram aceitar o barulho e deixar o gato livre, mas a arruaça foi ficando insuportável, e o mestre abade do templo resolveu tomar uma providência, pedindo que os monges amarrassem e amordaçassem o gato durante os períodos de meditação e o soltassem logo após a prática matinal.


Este procedimento foi feito durante muito tempo, resolvendo o problema de barulho durante as meditações da madrugada, os anos se passaram, o mestre abade morreu, e mesmo assim continuavam a amarrar o gato diariamente durante os momentos de meditação matinal, mais alguns anos se passaram e o gato morreu, e os monges preocupados, resolveram encontrar outro gato para colocar no lugar do antigo, e o novo gato continuou sendo amarrado diariamente.

 
As décadas se passaram, e novas gerações de monges e mestres mantiveram o hábito diário de amarrar o gato, que acabou se tornando um importante ritual naquele famoso e respeitado templo, e a esta altura, ninguém mais sabia o porquê de amarrar o gato, mas justamente por isso, aquele ritual se tornou muito importante, sendo uma característica famosa daquele monastério. Monges veteranos cobiçavam a importante função de amarrador de gatos, manuais foram criados com as normas e procedimentos de todo o processo para amarrar o gato, ensinando como pegar o gato, que tipo de corda e mordaça utilizar, quantas voltas com a corda deveriam ser dadas, que tipo de nó poderia ser feito, enfim, uma verdadeira enciclopédia do ritual de como amarrar e amordaçar o gato.


O tempo passou, e vários grupos de estudiosos começaram a dedicar suas vidas a estudar os manuais e a origem do ritual sagrado de amarrar o gato. Estes grupos se dividiram, e começaram a divergir sobre várias questões, várias interpretações surgiram, e correntes de seguidores começaram a defender teorias diversas sobre o ritual sagrado, estas divergências geraram conflitos internos, e as origens e processos do ritual passaram a ser o ponto de discórdia entre os dois grupos formados.

 

Um dos pontos principais de divergência era que, um dos grupos acreditava que somente gatos brancos poderiam ser amarrados, pois o branco simbolizava a pureza da alma e a evolução espiritual, o outro já defendia que qualquer gato poderia ser amarrado e que isto não fazia diferença nenhuma e resolveu ir embora do famoso monastério para fundar uma nova ordem, que daria continuidade ao ritual da forma que achavam correta, sendo assim, estes dois grupos passaram a divergir constantemente e não mantiveram mais contato, pois o primeiro era acusado de ser radical e o segundo de ser extremamente liberal.

Após a separação, novas correntes começaram a se formar, e um terceiro grupo começou a se formar, divulgando uma teoria que unia as duas linhas divergentes, eliminando seus defeitos e absorvendo suas qualidades.


O antigo monastério da montanha em Kathmandu no Nepal foi aos poucos se dividindo, e hoje nenhuma das linhagens existe mais, e o ritual de amarrar o gato caiu no esquecimento.

Este conto é muito interessante para evidenciar o que acontece em muitas empresas e instituições, instituições religiosas, é muito comum ver pessoas que cumprem normas e procedimentos totalmente sem sentido e sem fundamentos, que simplesmente são feitos porque alguém que já os fazia antes, e terminam sendo os fatores geradores da estagnação de muitas empresas.

A falta de questionamento e análise, afunda organizações, impede o processo criativo e inovador, emperrando o desenvolvimento dos negócios, precisamos desamarrar os gatos de nossas empresas, e desmistificar atitudes e conceitos retrógrados, muitas vezes sem sentido e ultrapassados.


Analise sua vida profissional e pessoal, e perceba quantos gatos existem aguardando para serem desamarrados.

 

 

Um homem estava interessado em aprender meditação. Foi até um zendo (local de prática meditativa zen) e bateu na porta. Um velho professor o atendeu:

“Sim?”

“Bom dia meu senhor,” começou o homem.” Eu gostaria de aprender a fazer meditação. Como eu sei que isso é difícil e muito técnico, eu procurei estudar ao máximo, lendo livros e opiniões sobre o que é meditação, suas posturas, etc… Estou aqui porque o senhor é considerado um grande professor de meditação. Gostaria que o senhor me ensinasse.”

O velho ficou olhando o homem enquanto este falava. Quando terminou, o professor disse:

“Quer aprender meditação?”

“Claro! Quero muito?” exclamou o outro.

 
“Estudou muito sobre meditação?”, disse um tanto irônico.

 
“Fiz o máximo que pude…” afirmou o homem.

“Certo,” replicou o velho. “Então vá para casa e faça exatamente isso: NÃO PENSE EM MACACOS.”

O homem ficou pasmo. Nunca tinha lido nada sobre isso nos livros de meditação. Ainda meio incerto, perguntou:

 
“Não pensar em macacos? É só isso?”

“É só isso.”

“Bem isso é simples de fazer” pensou o homem, e concordou. O professor então apenas completou:

“Ótimo. Volte amanhã,” e bateu a porta.

 
Duas horas depois, o professor ouviu alguém batendo freneticamente a porta do zendo. Ele abriu-a, e lá estava de novo o mesmo homem.

 
“Por favor me ajude!” exclamou aflito “Desde que o senhor pediu para que eu não pensasse em macacos, não consegui mais deixar de me preocupar em NÃO PENSAR NELES!!!! Vejo macacos em todos os cantos!!!!”