dezembro 2011


Arte: Billy Frank AlexanderEu garanto para estas minhas previsões 100% de acerto, então prepare-se.

Em 2012 a maioria das pessoas continuará agindo e pensando exatamente do mesmo jeito que nos anos anteriores.

Farão as mesmas coisas, lerão os mesmos autores, terão os mesmos conceitos e os mesmos preconceitos de anos anteriores.

Dirão as mesmas coisas, defenderão as mesmas ideias, continuarão elogiando aqueles que tem as mesmas concepções e criticando os que se apoiam em outra ideologia, filosofia, religião.

São pessoas que pararam no tempo. Estão mortas e ainda não perceberam isso.

Um pequeno grupo, porém, irá se arriscar diante do desconhecido. Irá questionar alguns valores que julgava inquestionáveis. Irá perguntar, se informar, descobrir coisas novas, se deixar contaminar por novas ideias, novas visões, novas filosofias e até mesmo por novas abordagens de velhos conceitos e antigas certezas.

Esses são aqueles que pensam diferente.

Esses são aqueles que contribuem para o progresso da humanidade.

Em qual dos dois grupos você estará?

 

P.S.: este post foi inspirado no comportamento observado em certo fórum do qual faço parte, onde algumas pessoas continuam tendo exatamente a mesma reação de 4 ou 5 anos passados diante de uma certa situação que se repete de quando em quando. 

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Desde o dia 24 até hoje, o @chicobarney retuitou uma série de mensagens de pessoas falando sobre como seu respectivo Natal foi ruim. Eu fiz alguns comentários sob o ponto de vista do comportamento aqui .

Seria interessante você dar uma olhada naquele artigo antes de continuar, mas de forma geral o que eu observei é que as reclamações foram muito variadas “mas o que ficou claro para mim é que a raiz de todas as reclamações estava no caráter meramente comercial que é atribuido à data atualmente e também a percepção de que o Natal é uma reunião social onde você é obrigado a conviver algumas horas com aqueles a quem você evitou o ano inteiro.

“Hipocrisia” foi uma palavra muito usada…”

Só isso. Por isso aí cabe também a pergunta: e a espiritualidade da coisa toda?

Não estou falando do presépio, da Missa do Galo (ainda existe?) ou de qualquer outro ritual ligado a data. A questão é onde foi parar a lembrança do Salvador, do Mestre, do Iluminado, ou qualquer nome que você use para se referir a Jesus.

Onde foi parar a “Paz na Terra aos Homens de Boa Vontade” ?

Que fim levou aquele clima de fraternidade, de tolerância, ouso dizer, de amor que existia nos dias que antecediam aquela que era pomposamente chamada de a Festa Maior da Cristandade?

O que eu vejo são pessoas estressadas, irritadas, reclamando esbaforidas entre uma compra e outra.

Onde foram parar os símbolos: o menino na mangedoura, a noite fria e escura, a estrela da esperança, a família reunida em torno do enviado dos céus?

O problema é que quando perdemos os símbolos, com eles se vão os valores e os princípios ligados a eles.

Se no outro artigo eu conclui dizendo que mataram Papai Noel, aqui sou obrigado a reconhecer que estão tentando matar Jesus.

De novo.

Agora que leram Apego e Impermanência II,

penso ser mais fácil compreender o texto que segue:

Certa vez, o mestre Zen Fa-yun disse aos seus discípulos:

“Suponham que estejam em uma situação na qual,

Se vocês avançarem perderão o Tao [o sentido da Vida],

Se recuarem, perderão o Mundo [a vivência Cotidiana], e

Se não se moverem, terão demonstrado uma ignorância

tão grande quanto a de uma pedra.

O que fariam?”

Um dos monges, confuso, disse:

“Neste caso, como evitar parecer ignorante?”

O Mestre respondeu:

“Abandonem o Apego e o Medo, e saibam realizar todo seu potencial.”

“Mas,” replicou outro monge:

“Neste caso, como evitar perder o Tao ou o Mundo?! Ambos são fundamentais.

Como podemos existir ignorantes do Sentido da Vida,

ou ignorantes da maravilha da Existência Cotidiana?”

O sábio declarou, enfim:

“Avancem e recuem ao mesmo tempo, com fluidez e humildade!”

(Conto Zen Budista)

Nossas palavras e atitudes espelham nosso caráter.

Nossas atitudes escrevem nosso destino. Portanto, somos responsáveis pela vida que temos.

Culpar os outros pelo que nos acontece é pura ilusão. O aprendizado é nosso e intransferível.

Quanto mais depressa aprendermos isso, significa menos lambanças e menos sofrimentos.

Cada pensamento nosso, em que acreditamos, gera uma atitude. As quais são frutos das nossas crenças e pautam nossas ações.

Cada atitude nossa movimentam energias à nossa volta e uma consequente reação. É como estar numa piscina. Qualquer gesto na água transforma-se em ondas que vão e vêm…

Como numa piscina, estamos todos mergulhados na Mente Universal, cercados de energias. Elas são neutras. São nossas atitudes que lhes darão um padrão projetando-as para o futuro, gerando reações no sistema, que reage e responde, entregando-nos um resultado.

Nossas atitudes sempre tem uma resposta da Vida. Que age sempre pelo melhor, porém, essa situação não é definitiva. Quando modificamos nossas atitudes, elas substituem aquelas energias negativas que emitimos antes pelas melhores de agora.

Se for difícil preencher a sua vida com boas atitudes, procura colocar um bom teor em suas palavras.

Nossas palavras são o tapete sonoro onde estão estampados os nossos sentimentos; e nossas atitudes são o resultado das expressões absorvidas e imprimidas pelo nosso comportamento mental.

Expresse gratidão com palavras e atitudes. Sua vida mudará muito de modo positivo.

Eu amo as palavras, mas sou completamente apaixonada por atitudes.

Viva de modo que tuas atitudes falem tão alto que não seja necessário que tu digas palavra alguma!

Atitudes são como um bumerangue. Temos que medir a força com que o jogamos; Pois ao voltar ele pode cortar nossos dedos fora.

E você, seus dedos estão machucados?   😉

Parcerias do texto foi da WEB e as frases de efeito de: Zibia Gasparetto, Masaharu Taniguchi, Tati Bernardi, Augusto Branco, e Fernando Stein.

Em sintonia com o artigo anterior de fluxo e refluxo,  a feliz composição de Lulu Santos Como Uma Onda.

 

Nada do que foi será

De novo do jeito

Que já foi um dia

Tudo passa

Tudo sempre passará

 

A vida vem em ondas

Como um mar

Num indo e vindo infinito

 

Tudo que se vê não é

Igual ao que a gente

Viu há um segundo

Tudo muda o tempo todo

No mundo

 

Não adianta fugir

Nem mentir pra si mesmo agora

Há tanta vida lá fora

Aqui dentro sempre

 

Como uma onda no mar

Como uma onda no mar

Como uma onda no mar

Como uma onda no mar

 

Só aprendemos vivendo as mudanças que  se nos apresentam.

Experiências diversas nos avalizam para novas vivências (novas vidas, embora a Vida seja uma só)

Evoluir é preciso.

Amigos,

Com qual frequência você revisa os pontos fortes e fracos de sua vida?

Já descobriu onde estão seus apegos?

Vale lembrar que APEGAR é agarrar-se a alguém ou a alguma coisa.

Nós nos agarramos a desejos, a hábitos, a atitudes, a ideias, a pessoas, a objetos, a medos, a emoções, a pensamentos, a situações e a tantas outras coisas.

Nós humanos tendemos a buscar segurança em tudo na vida, pois acreditamos que a nossa segurança vem de fora, daquilo que nos cerca: emprego, objetos, amigos, situações etc.

E quanto mais estáticas ‘essas coisas’ forem, passa-nos a impressão de segurança ampliando a ‘nossa zona de conforto’ e nos sentimos e ‘sentamos’ comodamente sobre elas, pois se nada daquilo ‘mexe’ lá fora, nós também não mexemos em nossa zona de conforto.

Nós seres humanos temos medo das mudanças, porém vivemos num mundo que se movimenta num sistema solar, que se movimenta numa galáxia que se movimenta num universo galáctico… Somente nós rejeitamos movimentação… Mas como, se Vida é movimento, é ação, é impermanência?

E o apego é o esforço que fazemos para impedir que algo mude e nos instabilize e nos traga insegurança, é um contra fluxo, um nadar contra a correnteza.

Apegar-se é apoiar-se naquilo ou naquela ‘segurança’ que achamos vir de fora. Nada mais falso por que não temos controle de que ‘as coisas’ permaneçam imóveis conforme nosso desejo. E essa falta de controle pode gerar medo, instabilidade, insegurança, rompendo a hipotética muralha da nossa zona de conforto.

Apegamo-nos as pessoas, nos ‘grudamos’ nelas,  colocamo-as como geradoras da nossa felicidade. E quando elas se movimentam, ou se afastam por algum motivo, desabamos, perdemos o chão ficamos desestruturados.

A primeira impressão é que vamos morrer… E é quase isso por que fizemos delas o nosso apoio. E isso também engloba situações, objetos, amigos, emprego…

Um reflexo deste apoio em pessoas ou coisas é aquela gaveta atulhada de papeis objetos, armários cheios de tralha estagnada há anos sem qualquer movimentação… Estão lá lhe dando um apoio incondicional. 🙂

Tudo à nossa volta se movimenta e há um fluxo natural de mudanças, as quais fazem parte da Vida e nos leva a um crescimento a uma Evolução. Portanto, você continuará em pé se estiver apoiado em si mesmo, sentindo-se seguro, mesmo que tudo a sua volta esteja se movimentando.

Não há segurança fora de você, acredite!.

Desapegue-se, solte-se dos outros, libere-os do seu agarramento, deixe a Vida fluir em seu ir e vir.

A Vida Sabe o que é melhor para você. Não tente arrastar o passado para o hoje, de lá ele não sairá. Viva as experiências que estão de acordo com o seu momento evolutivo. Viva o hoje, já que o por vir não se materializou.

E você está agarrado em quem, ou no que?

Se você soltar ‘essas coisas’ o que acontecerá na sua Vida?

Experimente a Felicidade ou a Liberdade de estar no comando de si mesmo, de Sua Vida.

 

(parceria com a WEB  e algumas frases pinçadas/waldir)

Um praticante certa vez perguntou a um mestre Zen, que ele considerava muito sábio:

“Quais são os tipos de pessoas que necessitam de aperfeiçoamento pessoal?”

“Pessoas como eu.” Comentou o mestre. O praticante ficou algo espantado:

“Um mestre como o senhor precisa de aperfeiçoamento?”

“O aperfeiçoamento,” respondeu o sábio, “nada mais é do que vestir-se, ou alimentar-se…”

“Mas,” replicou o praticante, “fazemos isso sempre! Imaginava que o aperfeiçoamento significasse algo mais profundo para um mestre.”

“O que achas que faço todos os dias?” retrucou o mestre. “A cada dia, buscando o aperfeiçoamento, faço com cuidado e honestidade os atos comuns do cotidiano. Nada é mais profundo do que isso.”

 

Conto Zen

 

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